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Muito se fala em “infraestrutura” no mundo de TI, mas você sabe o que isso significa?

Posts da série:

Se procurarmos um pouco na internet vamos ver esse termo muito ligado à base de construção. E não é muito diferente em TI.

Infraestrutura é tudo aquilo que suporta nosso projeto de “pé”. Toda a base necessária para que o projeto rode no ar, servidores, storages, etc.

Já o termo “as a Service” se relaciona a você consumir algo de forma a não possuir, apenas contratar e utilizar. E isso está praticamente em tudo agora no mundo de TI, IaaS (infraestrutura), BaaS (pode ser Backend ou Blockchain as a Service), PaaS (plataforma), SaaS (Software as a Service). Praticamente tudo o que você quer que seja consumido de forma de serviço pode ser colocado “aaS” no final.

E isso está mais ligado à nossa cultura, ou forma de consumir qualquer coisa, e não necessariamente em TI. Temos Uber para transporte, iFood para comida, Airbnb para hospedagens, e várias outras coisas que nos foram facilitados o acesso e pagamos apenas o que utilizamos.

Dito isso vamos levar esse cenário para TI.

Há pouco tempo atrás para você subir seu “projeto” no ar tinha que ter o servidor em si, switchs, roteadores, storages, cabos para todos os lados, racks, etc. E se por acaso o seu projeto fizer sucesso e o fluxo aumentar, tinha que comprar mais servidores, colocar em Load Balancer, VPN, etc. E por outro lado se der errado, iria ser dinheiro jogado fora.

Hoje você pode com um cartão de crédito e alguns cliques subir toda essa infraestrutura pronta para escalar se der certo e se der errado ficar ainda na camada free, sem gastar um centavo.

IaaS no Azure

Dentro do Azure o recurso de IaaS mais conhecido é a VM (Virtual Machine), ou seja, é um computador virtual com o sistema operacional desejado instalado, pronto para você utilizar.

Para criar um é muito simples, literalmente “next next finish”.

  • No portal do azure (https://portal.azure.com) clique na aba lateral esquerda e procure por Virtual Machine.
  • Clique no “+ Add”.
  • Selecione o tipo do template que quer criar. Nesse caso escolhi Windows Server.
  • Abrirá uma aba na direita com as versões do sistema operacional para criar. Selecione a desejada e clique em “Create”.

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Na próxima tela irá abrir opções para configurar sua VM como nome, tipo de disco (HDD ou SSD), usuário, senha, qual assinatura do azure irá ser associada, qual o grupo de recursos (futuramente irei fazer um post sobre como organizar esses grupos), em qual localização será provisionada a VM.

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E uma informação interessante, em alguns lugares do Azure você irá ver o termo BYOL (Bring Your Own License), que ficam mais baratos quando você já tem uma licença, se não tem, irá criar do mesmo jeito, mas com um custo maior. Ou seja, você paga o que utiliza, lembre-se disso.

Prosseguindo com a criação irá aparecer as opções de configuração da VM.

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Dica: Se não tem ideia de qual configuração inicial, nessa lista tem uma coluna chamada “Compute Type” onde indica se é para uso geral, memória otimizada ou CPU otimizada. Lembrando, isso são apenas indicações, não quer dizer que tem que seguir.

No terceiro passo você terá acesso a configurações opcionais como Virtual Network, Time Zone, Backups, Extensions (tem muitas extensões legais aqui!)

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Por fim, terá um resumo das configurações para que você tenha certeza do que está criando.

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Se quiser acompanhar o processo de criação da VM é só clicar no ícone de notificações no canto superior direito.

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Quando o deploy for concluído, dentro da lista de Virtual Machines irá constar a VM criada.

Se quiser fazer um teste de conexão via RDP (Remote Desktop) é só configurar para habilitar essa porta na opção Networking colocando uma nova regra de Inbound Port Rule:

  • Source: Any
  • Source Port Range: *
  • Destination: Any
  • Destination port ranges: 3389
  • Protocal: Any
  • Action: Allow
  • Priority: 100
  • Name: Port_RDP_3389

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Obs: Essa configuração é apenas para mostrar que é possível conectar na máquina criada como se fosse uma outra qualquer, por favor, não deixe essa porta aperta para o público, é aconselhável utilizar VPN ou Conexão Privada. Inclusive fica um ícone de alerta nessa configuração.

Por fim é só voltar na tela principal da VM clicando em Overview, e selecionar a opção Connect, que abrirá uma aba para selecionar se vai acessar de uma Conexão Privada/VPN ou com o IP público, além de deixar mudar a porta de RDP.

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Irá fazer o download de um arquivo para se conectar na máquina utilizando Conexão Remota.

Coloque seu usuário e senha configurados antes e pronto.

Vale ressaltar que o objetivo desse post é apenas instruir de forma básica o conceito de IaaS (Infrastructure as a Service) no Azure.

Em uma outra série mais avançada iremos construir um projeto real utilizando todos os recursos necessários no Azure.

Até o próximo post!